Adriano (Imperador de Roma de 117 a 138 d.C.), em Mémorias de Adriano:
“Duvido que toda a filosofia do mundo seja capaz de suprimir a escravidão: no máximo mudar-lhe-ão o nome. Sou capaz de imaginar formas de servidão piores que as nossas porque mais insidiosas: seja transformando os homens em máquinas estúpidas e satisfeitas que se julgam livres quando são subjugadas, seja desenvolvendo neles, mediante a exclusão do repouso e dos prazeres humanos, um gosto tão absorvente pelo trabalho como a paixão da guerra entre as raças bárbaras. A essa servidão do espírito ou da imaginação, prefiro ainda nossa escravidão de fato”.
Não importa se é Marguerite falando pela boca de Adriano ou o contrário: o conceito de Wage Slavery sempre teve raízes profundas. Grilhões, ainda que de ouro, sempre serão grilhões.
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