
“Infelizmente, a situação é muito ruim na cidade de Gaza – A ocupação israelense está atacando mais e mais organizações, mais casas e mesquitas, e minha universidade foi atingida na noite passada.
Eles se concentram nos civis. É mais fácil para eles.
Nada está funcionando em Gaza e nós não podemos fazer nada. Nós permanecemos dentro de casa, minha família e eu. Toda família em Gaza está fazendo o mesmo.
Nós estamos acostumados a ouvir esses ataques aéreos, todo mundo aqui está acostumado com isso e nós não temos nenhuma maneira de nos protegermos. Nós apenas ficamos dentro de casa, ouvindo as notícias, ouvindo onde o exército israelense ataca, escutando os F16s e os Apaches e esperando para ver o que vai acontecer.
Nós não estávamos preparados para a guerra. Eles atacam civis e crianças e não se importam se estamos armados ou não.
O mundo olha para o desarmado povo palestino como se eles fossem uma nação armada, como se fôssemos iguais a Israel. Eles acham que temos foguetes que causam grandes danos e efeitos, mas isso não é verdade.
A verdade é que nós não temos nada e eles estão destruindo tudo em Gaza.
Porque o exército israelense ataca minha universidade, e as mesquitas, e as casas? Eu não sei a resposta. Você deve perguntar a eles.
Os próximos dias serão muito ruins. Haverá mais e mais mortes”.
Majed Badra, 23 anos, estudante da Universidade Islâmica.
E o pior de tudo é ouvir o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, e os líderes das nações européias dizerem que “Israel tem o direito de se defender”.
Se defender é matar mais de 500 palestinos por supostos ataques terroristas que tiraram a vida de 4 israelenses? Sendo que o ataque original, se não for fictício, veio de um povo que sofre com bloqueios políticos e econômicos há 2 anos?
É compreensível que os líderes ocidentais defendam Israel. Afinal, esse mesmo tipo de opressão é o que sempre fizeram com a parcela mais pobre da população de seus próprios países. Se fossem a favor do povo palestino agora, teriam que negar a própria “democracia” e o sistema que os levou ao poder em primeiro lugar.
Quanto aos motivos do ataque: Bom, é época de eleição em Israel. E antigos candidatos que provaram ser “duros” para com os árabes sempre conquistaram muitos votos. Algo me diz que isso não é uma coincidência.
Para mais informações sobre o ataque à Faixa de Gaza, em tempo real, de moradores afetados pessoalmente e não comprometidos com nenhum tipo de organização, acesse http://twitter.com/AJGaza.
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